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A HISTÓRIA DO CARRO León Lorena nasceu em Viña del Mar, no Chile, em 1922, e antes da Segunda Guerra deixou sua cidade para estudar nos Estados Unidos (em algumas revistas brasileiras era apresentado como espanhol). Queria ser piloto de avião, fez curso, prestou serviço numa base aérea e depois foi trabalhar em linhas comerciais. Após a guerra, empregou-se numa empresa de Miami, Flórida, para construir bancos para aviões DC3 e DC4. Ali aprendeu o processo de trabalho em fibra de vidro. Trabalhando na empresa "Ferrer Motors Corporation" (4000 N.W. 25th Street, Miami, Florida), de propriedade de Frank Ferrer, Lorena participou da criação de seu primeiro automóvel, chamado “Ferrer GT”. (Obs. no final da pagina) Este automóvel, vendido completo ou na forma de "Kit-Car", foi um dos primeiros a ser ofertado nesta forma nos USA, sendo um dos iniciantes da moda de carros esportivos em kit, inicialmente montados sobre mecânica Volkswagen.
Sidney Cardoso (piloto irmão de Sérgio Cardoso, ambos correram com o primeiro "Lorena GT"), conta que a importação do primeiro carro foi providenciada pelo empresário João Silva, presidente do Clube de Regatas Vasco da Gama, e proprietário da empresa "Estructofibra". Ele pretendia montá-la em chassis de Karmann-Ghia, com motor Volkswagen 1.600cc e vendê-la no mercado. Uma carroceria foi oferecida gratuitamente para a instalação dos equipamentos Porsche e correr, fazendo divulgação da mesma. Esta carroceria foi montada e adaptada na sede da recém criada fábrica de carrocerias de fibra de vidro Estructofibra, em uma rua transversal à Av. Brasil, no Rio de Janeiro, tendo sido sua primeira corrida na "Primeira Etapa do Campeonato Carioca de Automobilismo" de 1968. A história completa deste primeiro carro você encontra no endereço http://www.obvio.ind.br/O Lorena-Porsche GT - 1968.htm . A Estructofibra, segundo alguns, teria produzido mais de uma carroceria (duas ou três) no Rio de Janeiro. Existem também comentários de que as carrocerias do Lorena seriam fabricadas no Rio de Janeiro, e posteriormente enviadas para São Paulo para montagem. (Nota do site: Não se conhece exatamente o envolvimento do Sr Leon Lorena nesta etapa, mas certamente ele fazia parte desde o início, já na fabricação deste primeiro carro no Rio de Janeiro, senão não haveria motivo para o carro chamar-se "Lorena", e um dos objetivos deste carro era "divulgar" a marca.) Em 1967, Leon Lorena adquiriu os direitos de fabricação do "Ferrer GT" para produção no Brasil, com o nome de "Lorena GT", e mudou-se para São Paulo. (Obs. no final da pagina) O primeiro carro foi montado no Rio de Janeiro pela empresa "Estructofibra". Em junho de 1967 iniciou a montagem dos moldes em Santo Amaro, São Paulo, criando a empresa "Lorena Importação Indústria e Comércio Ltda."(depois "na Rua Miranda Azevedo, 1234, São Paulo. O primeiro carro (fabricado no Rio de Janeiro) foi utilizado em competições (veja abaixo), e o lançamento do automóvel de rua aconteceu no IV Salão do Automóvel, São Paulo, em novembro de 1968, onde foram expostos o carro de competição da equipe "Colégio Arte e& Instrução", e o carro para rua. No início de 1969 foi iniciada a produção do carro em série. (veja reportagem da revista "4 Rodas" sobre Leon Lorena)
Durante 1969, Léon Lorena, dono da marca Lorena, saiu da empresa, a qual passou a chamar-se "Tambatajá Veículos Ltda" (Rua Miranda Azevedo, 1234, São Paulo, mesmo endereço). A fabricação do carro continuou, tendo o carro sofrido pequenas alterações, e no início de 1971, encerrou-se a produção. Não se sabe ao certo a quantidade de carros" Lorena GT" produzidos. Estima-se que foram fabricadas em torno de 30 unidades, 22 carros completos pela fábrica, e algumas carrocerias montadas de forma independente. No final de 1969, a Tambatajá Veículos passou a fabricar também o jipe "Gaiato", o qual utilizava a plataforma original Volkswagen. (veja reportagens sobre o Bug "Gaiato")
Construído em fibra de vidro e montado sobre a mecânica Volkswagen, não possuía alterações na plataforma. O buggy mais se parecia com um jipe, aproveitando ao máximo os componentes Volkswagen. (veja reportagens sobre o Bug "Lorena")
Avaliado pela revista "4 Rodas" no seu número 137, de dezembro de 1971, seria produzido numa fábrica na Barra da Tijuca, Rio (Estrada da Barra, 160), para onde a firma deveria transferir suas oficinas. O modelo nunca entrou em fabricação seriada, permanecendo apenas no protótipo, cujo paradeiro é desconhecido. (veja reportagem de "Auto Esporte" e "4 Rodas")
No período entre 1977 e 1981 foram montados, a partir das formas originais do Lorena GT, 4 carros Lorena, mais uma carroceria, porém com o nome de "Mirage GT", pela empresa "Indústria Comercio Plásticos Reforçados Mirage"
Observação: As informações citadas foram obtidas da reportagem da Revista "4 Rodas" número 137, de Dezembro/1971, e de outras reportagens oriundas desta. Veja na página com a reportagem da revista "4 Rodas" sobre o Sr. Léon Lorena, comentário de Grant Ferrer. (link para a reportagem)
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